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Novamente Geografando

Este blog organiza informação relacionada com Geografia... e pode ajudar alunos que às vezes andam por aí "desesperados"!

Novamente Geografando

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Plataforma de lançamento 39A

Mäyjo, 16.07.17

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Merritt Island, Florida, EUA

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Hoje marca o 48º aniversário do pouso na Lua pela Apollo 11.

O lança foguetes Saturn V, da NASA , na plataforma de lançamento 39A no Centro Espacial Kennedy em Merritt Island, Flórida, EUA em 16 de julho de 1969.

Depois de viajar 240.000 milhas em 76 horas, a Apollo 11 entrou numa órbita lunar a 19 de julho. No dia seguinte, às 10H56, Neil Armstrong desceu a escada do módulo lunar na superfície da lua e disse a famosa frase: "o que é um pequeno passo para um homem, um salto gigante para a humanidade ".

ROUPA MAIS SUSTENTÁVEL PARA TODOS

Mäyjo, 15.07.17

Cheap Monday

Em 2016, a marca sueca Cheap Monday começou activamente a comunicar a sua jornada com vista à sustentabilidade. Lançou a sua colecção cápsula “C/O Cheap Monday” (Care Of Cheap Monday) e instalou contentores de reciclagem para recolha de têxteis usados nas suas lojas.

 

Foram as primeiras iniciativas para encorajar os clientes a embarcarem numa jornada para um futuro mais sustentável para todos, uma das maiores preocupações desta marca que no início do século XXI fez mexer o mercado com jeans originais, unissexo e de formato skinny, “Tight”. Agora, a Cheap Monday diz em comunicado que pretende “ser a marca de jeanswear mais relevante e sustentável do mercado, vestida por aqueles que criam a cultura pop”.

Materiais mais amigos do ambiente

Sendo uma marca de jeanswear, o algodão é um dos materiais mais frequentemente usados pela Cheap Monday. Tomando em consideração o impacto negativo que o algodão plantado convencionalmente tem sobre os humanos e sobre o ambiente, a marca tem vindo a focar-se na substituição por materiais mais amigos do ambiente como algodão orgânico ou reciclado. Para as suas colecções de homem e senhora, a Cheap Monday está a aumentar o uso de poliéster reciclado, lã reciclada e Tencel ® nas suas categoriais de produto mais relevantes.

O objectivo é que a utilização de materiais sustentáveis aumente de estação para estação. Começando na colecção de Primavera/Verão 2017, 72% da ganga, 51% da colecção de homem e 34% da colecção de senhora foram categorizadas como sustentáveis. Com a colecção de Outono/Inverno 2017, estas percentagens aumentaram para 100% em denim, 88% na colecção de homem e 59% na colecção de senhora. Finalmente, o objectivo é que na colecção Outono/Inverno 2018, as colecções de homem e senhora sejam categorizadas como sustentáveis na sua totalidade.

Processos de acabamento mais sustentáveis

Para além de usar algodão orgânico na maioria da sua linha de ganga, a Cheap Monday também está a procura de alternativas mais sustentáveis para os seus processos de acabamento, tendo em conta o uso de água, a energia e os químicos usados. Na colecção de Outono/Inverno 2017, uma grande parte da ganga é produzida com um processo de poupança de água e energia, não havendo lavagens com grande impacto no ambiente.

A sustentabilidade começa no desenho das peças, na escolha dos tecidos e a aplicação de técnicas de corte com vista a minimizar o desperdício. Continua, depois, durante o fabrico, a expedição e o transporte para a loja, mas não pára aí. O impacto ambiental de um produto continua por todo o seu ciclo de vida; tanto que 26% do impacto acontece depois de a peça sair da loja. Esta é a razão principal pela qual a Cheap Monday pretende envolver e incluir os seus consumidores nesta jornada para um futuro mais sustentável, incentivando-os a entregarem as peças que já não usam.

 

OREGON, NOS ESTADOS UNIDOS, CRIOU TAXA SOBRE OS CICLISTAS

Mäyjo, 14.07.17

bicicleta oregon

De facto, andar de bicicleta é bom para a saúde, reduz os custos com cuidados médicos, e  é bom para o ambiente, retirando trânsito da estrada, diminuindo as emissões de gases e a poluição sonora, e a sua construção tem uma pegada ecológica inferior a qualquer outro meio de transporte, por isso , será de esperar que os governos procurem incentivar os ciclistas, não o contrário. Mas foi precisamente isso que fez o estado do Oregon, ao decidir criar uma taxa para os ciclistas. Assim, quem tiver uma bicicleta que custe pelo menos 200 dólares (170 euros), terá de pagar uma taxa de 15 dólares (13 euros).

 

“É um passo sem precedentes na direcção errada,” disse o editor da revista BikePortland ao jornal The Washington Post, “estamos a taxar o meio de transporte mais saudável, mais económico, mais amigo do ambiente, mais eficiente e mais sustentável que alguma vez foi inventado pela espécie humana.”

Uma luta que não trava sozinho, já que decisão enfureceu a maioria dos ciclistas num dos estados norte-americanos onde esta cultura é mais forte. A capital do Oregon, Portland, foi considerada a terceira cidade mais amiga dos ciclistas em 2016 e 7,2% dos residentes deslocam-se neste meio.  

Para a governadora do Estado, no entanto, a taxa poderá gerar receitas de 1,2 milhões de dólares por ano, que serão aplicados para melhorar e expandir a rede de ciclovias. Os adeptos da medida acrescentam ainda, conta também o jornal, que o estado não cobra qualquer imposto sobre o consumo, pelo que os ciclistas nem sequer serão duplamente tributados.  Ou seja, se revertêssemos a taxa em IVA, 15 sobre 200 dá uma taxa de 7,5 por cento. E este é o valor máximo, porque se for uma bicicleta de 2000 paga à mesma 15. Por isso em Portugal, felizmente, não temos a taxa mas se a pudéssemos trocar pelo nosso IVA, era muito bem vinda.

Foto Creative Commons

AGRICULTORES IRLANDESES CRIAM SUPER VACAS AMIGAS DO AMBIENTE

Mäyjo, 13.07.17

vacas pastar petro mar

Será que vacas comedoras de algas poderão ser a solução para os problemas de poluição causados pela criação de gado? Recorde-se que cada vaca emite entre 70 e 120 kg de metano por ano, e que o metano é, a seguir ao dióxido de carbono, o maior responsável pelo efeito de estufa. Aliás, quando comparados os dois gazes o metano é ainda pior, mas felizmente existe em menor quantidade. E é por isso que o gado nunca poderá ser a resposta para o aumento da população mundial.

 

Mas a Irlanda está decidida em provar que a criação de gado, “baseada num modelo de erva é sustentável” como refere a Associação de Agricultores daquele país. Basta juntar algumas algas marinhas.

Thomas Cooney, da associação, pediu aos cientistas irlandeses “para investigar imediatamente o potencial desta pesquisa no contexto agrícola da Irlanda, também no que se refere à produção das algas marinhas.”

 Afinal, enquanto ilha, esse potencial será grande. E o mesmo se poderia dizer de outro país “à beira mar plantado”, que, não sendo ilha, tem também uma longa costa.

A pesquisa a que Thomas Cooney se refere é um estudo da Universidade James Cook, Austrália, que experimentou com vacas e ovelhas e em todas verificou essa redução na produção de metano, incluindo 2% de algas na dieta. No caso das ovelhas de 50 a 70% de redução mas, no caso das vacas podia chegar a aos 99%, com uma alga vermelha chamada Asparagopsis Taxiformis.

A Universidade de Cook pegou no tema ao abriga da pesquisa científica da Comenwealth e a pedido de dois investigadores canadianos, que também só pegaram no assunto alertados por um agricultor daquele país, que verificou que algumas das suas vacas se alimentavam com algas na costa e que essas vacas eram mais saudáveis do que as outras, e tinham ciclos de reprodução maiores. Os dois investigadores canadianos referiam já outra consequência: a redução nas emissões de metanol.  

A ser verdade, a luta pelo meio ambiente abre aqui mais uma enorme oportunidade económica.

 

VILLA 31: DE FAVELA A NOVO BAIRRO DE BUENOS AIRES

Mäyjo, 12.07.17

Villa 31

A Villa 31 é a favela mais antiga e famosa de Buenos Aires, que não só não desaparece como também continua a crescer em pleno coração da capital argentina. Vivem aqui mais de 40.000 pessoas, o dobro do que há 15 anos.

 

Este bairro da lata, que deve as suas origens à crise de 1930, está separado pelas linhas de comboio do bairro mais caro de Buenos Aires – a Recoleta. O contraste é brutal. De um lado, ruas de terra batida, um emaranhado de fios eléctricos, e labirinto de construções amontoadas em construções de tijolos que chegam aos quatro, cinco andares, casas ilegais, sem alvará, nas quais ninguém paga pela luz nem pela água. Do outro, lojas de design, cafés e prédios luxuosos estilo parisiense.

Ignorada pelas autoridades durante décadas, a Villa 31 está prestes a ser sujeita a um plano de urbanização no valor de 400 milhões de dólares, que deverá ser concluído em 2019. O objectivo é desenvolver habitação, sistema eléctrico e sistema de esgotos, pavimentação das vias, sistema de recolha de lixo e construção de áreas de lazer (entre elas a reconversão da via rápida que atravessa o bairro num grande espaço verde inspirado no projecto da High Line em Nova Iorque).

Na Villa 31, onde quase metade da população são imigrantes de Peru, Paraguai e Bolívia, apenas 27% dos jovens tem ensino médio completo, bem abaixo dos 80% para todas as Buenos Aires, pelo que uma das prioridades das autoridades locais também é reduzir a taxa de desemprego de quase 50% e quase inexistência de serviços públicos, como escolas.

O governo da cidade já anunciou, aliás, que vai levar para a Villa 31 todos os seus serviços educativos, assim como 1.500 funcionários públicos, uma forma de integrar a cidade e a favela, que passará a chamar-se Barrio 31. 

Numa cidade onde 8% da população vive em guetos como este, o município pretende “regularizar o que era informal”, disse à agência France Presse Diego Fernandez, responsável pela Integração Social e Desenvolvimento Urbano de Buenos Aires. “Vamos tentar transformar este bairro quase numa cidade europeia, com casas baixas e ruas estreitas. Queremos fazer com que as pessoas da cidade venham para cá. O bairro tem muito valor, existem legumes aqui que não se encontram em qualquer outro lugar da cidade, aqui vende-se de tudo”.

Comprovando a transformação em curso, o BID-Banco Interamericano de Desenvolvimento (um dos financiadores do projecto) vai abrir aqui o seu escritório argentino num prédio construído por trabalhadores locais e a McDonald’s também já confirmou que planeia abrir um restaurante no bairro 31.

Foto: Creative Commons